Miss Butterfly

Thursday, January 18, 2007

E POUSA A BORBOLETA...


Bem assim...

Como se fosse pouco estar aprisionado
Nessa eternidade extinguível
Que chamam de vida
Casca fosca sem brilho nem rima

Lembranças me vêm sem quê nem porquê
Na mente doente que já meio ausente
Insiste em seguir sem guia

O que devo ter feito para merecer
A agonia que encontro agora?
Viver e doer com a mesma vontade

Com prantos, com medos, com falta, sem pejo
Um detalhe, um gesto, um jeito
É o que me resta, e que não podem me tirar

Saudade infinda que a alma atordoa
Com efeito, não posso parar de pensar
Um mosaico de sombras da minha existência
O vazio, a saudade, a carência
Que não devo, mas preciso mostrar...

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